Rio de Janeiro, 05/01/1974
Maravilhosa ave esta a de metal prateado, nave pássaro prestes a levantar-me em seu bojo ao outro lado do mundo, ao mundo do outro lado; a arrancar-me da terra onde nasci e levar-me longe a um lugar de onde possa ver-me aqui. Preciso tomar distância, vencer altura, por escapar da infância, essa prisão num lar, de toda coisa futura. Ânsia por decolar, livrar-me do chão e jamais chegar.